quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Analistas de Controle Interno do Rio de Janeiro mobilizam-se na ALERJ em prol de melhoria salarial.



Os Analistas de Controle Interno do Estado do Rio de Janeiro promoveram uma mobilização na Assembléia Legislativa ontem, dia 29/08, com o objetivo de acompanhar a votação de Emenda a projeto de lei, proposta pelo Deputado Edson Albertassi, dispondo sobre reajuste salarial da carreira.
 
O Deputado recebeu os Analistas em sala reservada para explicar os caminhos a serem seguidos na expectativa de que a remuneração da carreira seja reajustada. Informou que a Emenda não teria votos suficientes para ser aprovada, mas comprometeu-se em participar pessoalmente de reunião com o Secretário de Planejamento do Estado, em no máximo duas semanas, para que seja remetido pelo Governo um projeto de lei específico dispondo sobre a majoração dos vencimentos dos ACI's.
 
Por ocasião da votação do projeto de lei, quando efetivamente a emenda foi derrubada, o Presidente da Casa Legislativa se comprometeu em fazer tramitar o futuro projeto específico dos Analistas de Controle Interno, incorporando-se à luta da classe.
 
Os Analistas de Controle Interno do Estado do Rio de Janeiro atualmente percebem remuneração inferior à média nacional da carreira. Para se ter ideia da defasagem, o Estado do Piauí, que possui orçamento 90% menor que o do Estado do Rio, paga aos seus Analistas (lá denominados Auditores Governamentais) aproximadamente 60% a mais na remuneração inicial da carreira.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Secont conquista com Portal da Transparência do ES o Prêmio Conip de Excelência em Inovação na Gestão Pública.



A Secretaria de Estado de Controle e Transparência (Secont), conquistou com o Portal da Transparência do Governo do Estado do Espírito Santo o Prêmio Conip de Excelência em Inovação na Gestão Pública, na categoria Participação e Transparência. O prêmio foi entregue durante o 18º Congresso de Informática e Inovação na Gestão Pública (Conip 2012), na cidade de São Paulo. O evento é reconhecido como o principal fórum de inovação nacional e aponta as tendências de uso de tecnologias na gestão pública.
 
Para receber o prêmio, estiveram presentes ao evento o subsecretário de Estado da Transparência Samir Nemer e o auditor do Estado Rogelio Amorim, coordenador do projeto. Segundo Samir Nemer, “esse prêmio é uma conquista de todos os capixabas, pois é o reconhecimento nacional pela qualidade do trabalho que o Governo do Estado desenvolve na área da transparência pública e combate à corrupção”.

O Conip premia, anualmente, as melhores iniciativas que tenham foco em melhorar o atendimento ao cidadão, fortalecer os espaços de participação pública e aprimorar a gestão da administração pública. Dezenas de projetos inscritos por órgãos públicos de todo o País concorrem anualmente e os melhores são avaliados por um júri técnico, formado por renomados pesquisadores, professores universitários e formadores de opinião.

O projeto intitulado “Reestruturação do Portal da Transparência do ES para maior aproximação com o Cidadão” foi finalista juntamente com 12 projetos de outros Estados e se destacou por utilizar uma linguagem de fácil entendimento, possuir design inovador e disponibilizar grande quantidade de informações aos cidadãos.

Para conhecer o Portal da Transparência do Governo do Estado, basta acessar www.transparencia.es.gov.br
 
Fonte: Secretaria de Estado de Controle e Transparência do Espírito Santo

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Brasil terá mais 5,3 mil novos vereadores, revela estudo da CNM.


A partir de 2013, o Brasil terá mais 5.390 novos vereadores em relação ao último pleito (2008), quando foram eleitos 52.008. As informações fazem parte de um levantamento feito pela Confederação Nacional de Municípios (CNM). O aumento de vagas nas Câmaras Municipais em todo país representam 10,4%, em comparação a 2008. Agora, o Brasil possui um total de 57.434 vagas para o legislativo municipal.

Ao todo, 1.695 Municípios brasileiros tiveram aumento no número de habitantes, segundo Censo 2010, e, portanto, terão mais vereadores para representar os munícipes. O contrário ocorreu em cinco Municípios que terão o número de cadeiras nas Câmaras Municipais reduzido.

Os Estados onde os Municípios terão mais vagas para vereadores são: Pará, Ceará e Maranhão, com aumento proporcional de 24,5%, 23,8% e 18,6%, respectivamente. Tocantins foi o Estado onde menos vagas foram criadas, apenas 2,7% a mais. Todavia, em termos absolutos, a Bahia criou mais 643 novas cadeiras, seguido de São Paulo, com 639. Os Estados que menos criaram foram Roraima com 11, e Amapá com 14 cadeiras.

Motivo do aumento
 
Em setembro de 2009, o Congresso Nacional promulgou a Emenda Constitucional 58. Ela determina o aumento no número de legisladores municipais de acordo com a população de cada Município. Por exemplo, aqueles com até 15 mil habitantes terão nove vagas, e os com mais oito milhões de habitantes poderá ser representado por 55 vereadores.

No estudo divulgado na sexta-feira, 24 de agosto, a CNM faz uma ressalva: “a Emenda 58 também alterou os limites de recursos para o financiamento das Câmaras. Assim este aumento no número de cadeiras pode trazer alguns problemas devido às restrições orçamentárias que as Câmaras vão ter”.


O levantamento


A pesquisa da Confederação usou dados de 5.568 Municípios. Atualmente, são reconhecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apenas 5.564 – contanto com Brasília -, porém nestas eleições, outros cinco Municípios serão instituídos.

Dados da plataforma DivulgaCand 2012, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mostram que 432.867 pessoas disputam o cargo de vereador. São Paulo é o Estado com maior número de candidatos, são 75.160. Minas Gerais vem em seguida, com 67.865. Roraima possui o menor número de concorrentes, apenas 1.508.

Os Municípios onde a disputa será mais acirrada, por conta porcentual de candidatos e do número de vagas, são: Guarulhos (SP) com 33 por vaga; Rio de Janeiro (RJ), 32 por vaga; Nova Iguaçu (RJ), com 31; Belo Horizonte (MG) com 29; São Gonçalo (RJ) com 29 e Salvador (BA) com 28 candidatos por vaga.

Candidatas x candidatos

Nestas eleições, somente 136.057 - 31,5% - concorrentes as Câmaras Municipais são mulheres. O restante, 296.810 - 68,5% - são homens. De acordo com a Confederação, em comparação ao número de mulheres no Brasil, a participação feminina ainda é pequena.

O estudo da CNM identificou ainda que os partidos com maior porcentual de vagas dispostas ao sexo feminino. O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) possui o maior número de candidatas a vereadora, com um total de 42%. O Partido da Causa Operária (PCO) está em segundo, com 38,5%.
Acesse aqui o estudo completo com tabelas.

Íntegra Emenda Constitucional 58.


Acesse o DivulgaCand 2012.

Mais informações no hotsite da CNM:
Eleições 2012.

Fonte: Confederação Nacional dos Municípios - CNM

Estados e municípios têm novo prazo para regularizar o CNPJ.



Estados e municípios têm até 28/02/2013 para regularizarem os dados cadastrais de seus órgãos e entidades no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). A determinação está disciplinada no artigo 2º da Instrução Normativa Conjunta da Receita Federal do Brasil/Secretaria do Tesouro Nacional n° 1.257/2012. O prazo final anterior era até 30 de junho deste ano.
 
A Instrução Normativa destaca que a partir de 1º de junho de 2013 o Serviço Auxiliar de Informações para Transferências Voluntárias (CAUC) – exibirá a relação de todos os órgãos das administrações diretas e indiretas dos estados e municípios. Até agosto do ano que vem, o sistema passará a ser alimentado automaticamente com os dados do CNPJ.

Segundo a STN, o CAUC registra, hoje, milhares de CNPJ agregados aos entes federados em desuso. Os gestores públicos que não promoverem a regularização dos Cadastros no tempo previsto podem ser prejudicados junto à Receita Federal.

Veja aqui a Instrução Normativa 1.287.

Fonte: Subchefia de Assuntos Federativos/SRI

sábado, 25 de agosto de 2012

O tempo não para: a nova contabilidade pública e o CBC.

* Por: Prof. Lino Martins da Silva


No período de 26 a 30 de agosto de 2012 estará sendo realizado em Belém, Pará, o 19º Congresso Brasileiro de Contabilidade. Neste momento lembro-me do 18º Congresso, realizado em Gramado, Rio Grande do Sul e da apresentação do saudoso Professor Francisco Ribeiro desenvolvendo os conceitos de “transparência” e da “evidenciação” para conclamar a todos por uma teoria da comunicação na Contabilidade Pública.
 
Nosso amigo se foi no intervalo entre o 18º e o 19º Congresso mas, como nos versos de Cazuza, “O tempo não para” e precisamos acabar com essa cisma de alguns resistentes à implementação da real e verdadeira Contabilidade como ciência do estudo do patrimônio e não, como desejam alguns, do orçamento. Precisamos mudar deixando de “ver o futuro repetir o passado” para atender aos usuários das informações contábeis públicas.
 
Documentos históricos mostram que os monarcas empregavam a contabilidade por partidas simples para se orientarem acerca da gestão dos seus Estados. A grande questão da Contabilidade Pública é que ela se estabilizou nesses mesmos princípios dos tempos monárquicos e neles vivia, confortavelmente, até a edição da Resolução 1.111/2007 do Conselho Federal de Contabilidade, ou seja, mantinha a mesma estrutura do século XIV e XV.
 
É certo que uma série de aperfeiçoamentos foram desenvolvidos sobre essa Contabilidade por partidas simples, mas esses aperfeiçoamentos induziram a erro alguns profissionais que julgam ser o foco orçamentário da contabilidade do Estado como baseado nas partidas dobradas e que essa contabilidade conduz a um balanço patrimonial.
 
Ocorre que o profissional da contabilidade só terá um verdadeiro balanço quando todos os ativos e todos os passivos, passados, presentes e futuros, estiverem consignados nas demonstrações levantadas. Neste sentido podemos afirmar, sem erro, que até a edição da Resolução 1.111/2007 e das NBCT SP a Contabilidade Pública não levava a um balanço, nem a uma conta de resultados. Em alguns países o resumo da Contabilidade Pública designa-se “Conta do Governo ou Conta Geral do Estado” e é publicado todos os anos.
 
Muitas pessoas julgam erradamente que se trata de uma conta de resultado, mas essa Conta Geral do Estado reproduz, apenas, duas colunas, uma destinada às receitas anuais e outra às despesas. Abrange, somente, um sistema fiscalizador estabelecido pelos saldos da tesouraria e pela diferença entre as receitas e as despesas. Trata-se, portanto, de uma contabilidade simples de duplo registro com o propósito de apurar o montante das receitas e das despesas, sem determinar a influência que elas exercem na evolução do patrimônio público.
 
Por tudo isso é que a Contabilidade Pública com foco, apenas, no orçamento não atende às necessidades de informação dos usuários principalmente porque não utiliza diversos instrumentos que lhe permitem seguir operações que não são apenas simples receitas e despesas, mas também o crédito, a propriedade e o patrimônio.
 
A pergunta que deve ser feita àqueles que insistem no modelo anterior é se desejam, efetivamente, que a contabilidade da administração pública seja uma contabilidade de segunda classe e que as demonstrações contábeis não representem a totalidade dos bens, direitos e obrigações como é salutar na boa Contabilidade. Se for assim, teremos uma Contabilidade do “faz de conta”!!!!

Fonte: Blog do Prof. Lino Martins (http://linomartins.wordpress.com)

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

A importância da transparência contábil num mundo em crise.

Por Vagner Jaime Rodrigues e Geuma Nascimento*


A ausência de métodos e normas contábeis comuns entre as nações da União Europeia e internacionalmente aceitas está se tornando um crescente dilema em meio à crise econômica que assola o Velho Continente. E nem poderia ser diferente, considerando o forte viés fiscal do problema, gerando riscos e temores de inadimplência de governos. Num cenário de instabilidade como esse, é natural que orçamentos, balanços, déficit em conta corrente e fluxos de caixa estatais auditados e contabilizados sem sinergia e por meio de processos diferentes ampliem as desconfianças e incertezas.

Essa questão inerente à Europa evidencia a importância das Normas Internacionais de Contabilidade para o Setor Público (IPSAS, na sigla em inglês). A padronização, sem dúvida, possibilita avaliações equânimes e mais adequadas, ampliando a confiança nos dados. A lição, aliás, vale muito para o Brasil, considerando que nossa divisão política, com 26 estados e mais o Distrito Federal, é tão complexa quanto a de um bloco de nações como a Comunidade Europeia.

Para nosso país, portanto, será fundamental a adesão às IPSAS, o que acontecerá somente em 2014, já que o prazo original, que seria este ano, foi prorrogado pela portaria 828, de 14 de dezembro de 2011. No presente cenário da economia global, esse adiamento talvez não tenha sido a melhor alternativa. O IPSAS define um padrão internacional para a contabilidade pública. Assim, torna possível comparar demonstrações contábeis entre instituições governamentais de uma diversidade de países, propiciando maior transparência. Significa modernização, mais transparência e eficácia da contabilidade do setor público, algo mais consentâneo com o capitalismo democrático.

Países em crise financeira têm maior necessidade de transparência em suas contabilidades, principalmente para despertar a confiança do mercado, instituições financeiras e organismos multilaterais. Contudo, é fundamental que todas as nações, em dificuldades ou não, tenham suas demonstrações financeiras acuradas, por meio de métodos modernos de contabilidade, o que, certamente, possibilita mais acesso e compreensão, por parte da sociedade, dos agentes econômicos e instituições internacionais, sobre a situação fiscal econtábil dos governos. Os padrões de demonstrações financeiras dos países são únicos, o que torna a comparação entre governos extremamente difícil. Os complexos desafios orçamentários e fiscais são mais complicados de serem resolvidos em razão de sistemas de caixa defasados.

Desde a aprovação da lei 11.638/07, que alterou a Lei das S/A, houve uma completa aceitação do universo corporativo às Normas internacionais de Contabilidade (em inglês, International Financial Reporting Standards - IFRS), aplicadas ao setor privado. Verificou-se, principalmente, a compreensão de que elas deveriam de ser adotadas, pois o mundo exige transparência na divulgação dos resultados. Afinal, as empresas, mais do que nunca, têm uma responsabilidade social muito grande frente à sociedade.

Os empresários não mediram esforços financeiros para se adequar rapidamente às novas normas. A sociedade contábil, do mesmo modo, também fez imenso empenho para viabilizar rapidamente sua aplicação com eficácia e segurança. Hoje, as novas normas já são amplamente utilizadas em diversas empresas, de capital aberto e de grande. O que é muito bom. Afinal, lei é para ser cumprida e aplicada. As demais empresas privadas também devem se adequar a novos padrões contábeis, de acordo com o CPC-PME, Correlação às Normas Internacionais de Contabilidade – The International Financial Reporting Standard for Small and Medium-sized Entities (IFRS for SMEs).

Assim, é de se esperar que, apesar da prorrogação do prazo para 2014, o setor público brasileiro adote as IPSAS o mais rapidamente possível. O Tesouro Nacional já o fez. Publicou em seu site balanço consolidado já com base nas normas internacionais. Nas notas explicativas, observou: "As mudanças vêm ocorrendo gradualmente em razão das restrições da Administração Pública, que mantém uma visão orçamentária em detrimento da importância do patrimônio, e da dificuldade em adequar os sistemas de informação aos padrões necessários ao registro da Contabilidade Pública".

O Brasil vem enfrentando de modo bastante eficaz as crises mundiais, mantendo razoável patamar de crescimento em relação à maioria dos países. Neste momento, seria muito positiva a antecipação das novas normas contábeis para o setor público, um gesto de boa vontade e transparência. Como cidadãos e contabilistas, esperamos que os gestores da União, estados e municípios agilizem esse processo. Estamos em um ano eleitoral e quem sabe os novos prefeitos iniciem a sua gestão com a implantação das IPSAS já para 2013. Seria uma grande tendência em aspectos de transparência por parte da administração pública que todos nós brasileiros esperamos. Afinal de contas, como o próprio nome diz, os recursos dessas empresas são de fato público, de todos nós contribuintes.

O setor público pode contar com profissionais e empresas contábeis com experiência na aplicação destas normas.

*Vagner Jaime Rodrigues e Geuma Nascimento são mestres em contabilidade, sócios da Trevisan Gestão & Consultoria e professores da Trevisan Escola de Negócios.

Fonte: Conselho Regional de Contabilidade do Estado do Rio de Janeiro