terça-feira, 9 de outubro de 2012

Auditoria Interna Brasileira entre as 10 principais do mundo.


O Instituto dos Auditores Internos do Brasil – IIA Brasil acaba de entrar para o ranking das 10 principais entidades da carreira no mundo, ao lado de potências como EUA, Alemanha, França e Reino Unido. Esta é a primeira vez que o IIA Brasil conquista este título, por se qualificar através de critérios avaliados nos últimos dois anos, como número de associados (mais de 3500) e quantidades de cursos e serviços oferecidos, sincronizados com as melhores práticas internacionais da profissão. O anúncio foi feito pelo The Institute of Internal Auditors – The IIA Global, a mais importante associação internacional do setor no planeta, com mais de 120 países afiliados.
 
Segundo Renato Trisciuzzi, presidente do conselho de administração do IIA Brasil, este título comprova que os profissionais brasileiros estão entre os mais bem preparados do mundo, com condições de atuar com liderança em corporações globais. “Este reconhecimento é fruto de um trabalho sério que o Instituto vem realizando nos últimos anos e um retrato da evolução da carreira no país”, comemora.
 
Com a cadeira na direção da entidade global o Brasil passará a ter voz ativa nas principais decisões que norteiam as atuações de um auditor no mundo, seja em áreas como governança corporativa, combate a fraudes, transparência ou gerenciamento de riscos.
 
Congresso Brasileiro
 
Neste mês, alguns dos mais renomados executivos do mundo da auditoria interna, como o presidente do IIA Global, Richard Chambers, virão ao Brasil para o Congresso Brasileiro da Profissão – Conbrai. O evento, que promete ser o maior da história no país, acontecerá em Gramado (RS), entre os dias 21 e 24 de outubro, reunindo mais de 500 auditores que poderão acompanhar mais de 30 painéis sobre o que há de novo na carreira no mundo.
 
“Faremos em Gramado um congresso histórico. A presença dos melhores profissionais nacionais e de referências internacionais é a confirmação de que o Brasil é hoje uma força em ascensão no cenário global”, comenta Braselino Silva, presidente executivo do IIA Brasil. Mais informações sobre o Conbrai: www.conbrai.com.br
 
Sobre o IIA Brasil 
 
O Instituto dos Auditores Internos do Brasil, chamado anteriormente de Audibra, acaba de completar 51 anos de fundação e é um dos mais qualificados e representativos institutos da carreira do planeta, entre os mais de 120 países afiliados ao The Institute of Internal Auditors – IIA Global, a mais importante associação internacional do setor no mundo.
 
Além de ser referência na América Latina auxiliando na formação de outros Institutos no mundo como o IIA de Angola, a entidade brasileira é responsável por coordenar por aqui todo o processo de obtenção de certificações internacionais da carreira, como o CIA – Certified Internal Auditor. Sua missão também é de promover debates e aprimoramentos profissionais através de cursos técnicos, seminários e congressos nacionais e internacionais.

Fonte: CONACI - Conselho Nacional de Controle Interno

sábado, 6 de outubro de 2012

Novos prefeitos terão de lidar com escassez de recursos; em SP, dívida pode chegar a R$ 72 bilhões.



Os prefeitos eleitos na atual campanha tomarão posse em janeiro com um "programa de governo" elaborado pela presidente Dilma Rousseff. Caberá aos gestores municipais conduzir mais de 200 programas da União, função que exige cada vez mais esforço e mais dinheiro. Ao mesmo tempo, num cenário de crise financeira mundial, as medidas de estímulo à economia adotadas em Brasília drenam recursos que normalmente irrigariam os cofres municipais.
 
Diante desse cenário, a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), que representa prefeituras de todo o País, vem confrontando o governo federal, em busca de mais recursos e menos obrigações. A equipe presidencial diz que a situação financeira não é tão ruim assim e que os programas federais servem de "norte" para os futuros gestores.
 
De acordo a CNM, os municípios aguardam R$ 18,7 bilhões em restos a pagar atrasados. Esse dinheiro não existe nos cofres da União, mas foi marcado como gasto nos orçamentos federais desde 2002, sem o respectivo repasse às prefeituras. Na maioria dos casos, ressalta a CNM, são verbas para obras que foram iniciadas e acabaram onerando mais ainda os cofres municipais porque o prefeito tende a bancar a parte da União para terminar os empreendimentos.
 
Compromisso. "Os prefeitos precisam administrar a falta de compromisso do governo federal, que coloca em suas costas iniciativas e programas, criando uma ansiedade no município e, consequentemente, pressionando o prefeito", disse Paulo Ziulkoski, presidente da CNM.
 
Além disso, o endividamento dos municípios oscila em torno de R$ 73 bilhões, sendo R$ 50 bilhões em dívidas de curto prazo e R$ 23 bilhões em obrigações previdenciárias atrasadas.
 
O Palácio do Planalto contesta o cenário de crise nas finanças municipais. Segundo a ministra das Relações Institucionais (SRI), Ideli Salvatti, os repasses de programas sociais e outras medidas ajudam a impulsionar o comércio local. Os prefeitos também ganhariam politicamente, porque quando as obras estão prontas ganham crédito pelo projeto e, se der errado, a culpa é da União, completou Ideli.
 
"Para nós é uma questão estratégica. Desde o presidente Lula, e com a presidente Dilma, a maior parte dos programas é feita em parceria entre governos estaduais e prefeituras", disse a ministra. "A eficácia dos programas tem de ter a eficiência do ente federado lá na ponta."
 
A equipe de Ideli preparou um catálogo com os 220 programas do governo federal, mantidos pelos municípios. O material está no site da SRI, com publicações que orientam os atuais gestores sobre o que precisam fazer para deixar as contas em ordem e as exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal. Outra cartilha orientará os eleitos sobre suas obrigações a partir de 2013.
 
Desonerações. Outro fator que pesa nas finanças dos municípios, mas dificilmente será alterado pelo governo federal, diz respeito a desonerações. Ao reduzir tributos para estimular a economia, o Ministério da Fazenda avança sobre impostos que compõem a base de cálculo do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), como o corte de IPI de automóveis.
 
Para a ministra Ideli Salvatti, no entanto, essa questão deve ser encarada como acessória. "O que mais afeta a população é emprego e renda. Com as desonerações, garantimos o emprego e aumentamos os investimentos das empresas, que também elevam os salários de seus funcionários", diz. Além disso, a política de aumentos consistentes do salário mínimo "tem fortalecido a economia. O Nordeste tem crescido a níveis chineses e não foi por causa do FPM", rebate Ideli.
 
O próximo prefeito de São Paulo herdará uma dívida projetada pela Prefeitura para 2013 em R$ 72 bilhões - atualmente ela está em torno de R$ 58 bilhões. Caso o valor se concretize, bem como o do Orçamento de R$ 42 bilhões previsto pela equipe econômica da administração municipal, a dívida chegará a 171% do total.
 
Pelas normas da Lei de Responsabilidade Fiscal, por causa do alto nível de endividamento, a Prefeitura de São Paulo não pode tomar novos empréstimos, o que prejudica o ritmo de investimentos públicos.
 
A administração tenta negociar com o governo federal uma mudança no índice de correção da dívida com a União, que é a maior parte da dívida - R$ 52 bilhões. Esse montante é corrigido pelo índice de inflação IGP-DI mais 9% de juros ao ano, o que atualmente corresponde a cerca de duas vezes a taxa Selic.

Fonte: Estadão.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Conaci inicia pesquisa sobre estrutura dos órgãos de controle interno.

Até 31 de outubro estados e municípios membros do Conselho Nacional de Controle Interno (Conaci) devem participar do Diagnóstico da Estrutura e do Funcionamento dos Órgãos de Controle Interno dos Estados Brasileiros, do Distrito Federal e dos Municípios. O questionário está disponível no site da Auditoria Geral do Estado do Rio de Janeiro (AGE-RJ).


A pesquisa dá continuidade ao trabalho que vem sendo realizado pela AGE-RJ, em parceria com os estados de Minas Gerais e Ceará, de atualização de diagnósticos referentes à área de recursos humanos e de estrutura e funcionamento dos membros do Conselho. Segundo Eugenio Manuel da Silva Machado, auditor geral do Estado do Rio de Janeiro, o intuito de disponibilizar o questionário na internet foi facilitar o retorno para obter a participação de todos os membros.

Em relação ao diagnóstico de recursos humanos, o auditor explica que o documento está em fase de elaboração. “Na próxima semana, nos dias 9 e 10, estaremos em Minas Gerais para elaborar a minuta final para conferência e aprovação pela diretoria do Conaci”. A elaboração desse levantamento foi decidida na reunião técnica realizada em Goiânia (GO) e a expectativa é apresentar a versão final na próxima reunião técnica do conselho, em novembro, no Maranhão. Já o documento relativo à estrutura dos órgãos de controle deve ser apresentado na primeira reunião técnica de 2013.

Fonte: CONACI - Conselho Nacional dos Órgãos de Controle Interno

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

CGU promove capacitação de gestores em Controle e Auditoria Interna.


A Controladoria-Geral da União (CGU) iniciou, nesta segunda-feira (1/10), a 3ª edição do curso Controle e Auditoria Interna, oferecido a gestores federais e estaduais. O curso previsto para encerrar em 12 de novembro é mais uma iniciativa do Programa Capacita, ação conduzida pela Secretaria Federal de Controle Interno da CGU, que visa promover a melhoria da gestão de recursos públicos por meio da oferta continua de orientações a gestores em áreas relacionadas a atuação do Controle Interno.
 
Com carga horária de 46 horas, sendo 30 horas a distância e 16 horas presenciais, o curso conta com tutoria de nove servidores da CGU, a fim de conferir caráter mais especializado ao curso, que discutirá questões do dia-a-dia das auditorias internas em fóruns avaliativos.
 
Serão oferecidas 450 vagas para servidores dos Ministérios da Previdência Social, Educação, Ciência e Tecnologia, Turismo, Cultura, Integração Nacional, Agricultura, Desenvolvimento Agrário e Transportes, além de servidores da Controladoria do Governo do Estado do Acre e da Secretaria de Controle Interno (Ciset), do Ministério das Relações Exteriores. Na edição anterior do curso, realizada no primeiro semestre de 2012, foram capacitados 503 servidores dos Ministérios da Integração, Justiça, Educação, Fazenda e Previdência Social.
 
Para 2013 estão previstas mais edições de cursos a distância na área de auditoria Interna e de controle interno. Os órgãos interessados em participar podem enviar e-mail para sfcdcteq@cgu.gov.br.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social da Controladoria Geral da União

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Lei de Acesso à Informação brasileira está entre as 20 melhores do mundo.



Já na primeira vez em que foi submetida a uma análise internacional, a Lei de Acesso a Informações Públicas brasileira figura entre os 20 melhores leis do tipo no mundo. O país ocupa a 15ª posição no Global Right to Information Rating (RTI Rating) - à frente de países desenvolvidos como Reino Unido, Estados Unidos e França. Na América Latina, ficou à frente de Chile, Peru, Uruguai, Equador e Argentina.
 
O RTI Rating é feito pelas ONGs Acess Info Europe e Centre for Law and Democracy e foi divulgado na última sexta-feira (29.set.2012). A Associação Contas Abertas, membro deste Fórum, fez a revisão da análise sobre o Brasil. A classificação mede a força dos mecanismos legais adotados por cada um dos 93 países com leis específicas para garantir o direito de acesso a informações públicas. São usados 61 indicadores (divididos em 7 temas) para fazer essa medição, e a pontuação máxima possível é de 150.
 
A Lei de Acesso brasileira alcançou 110 pontos. O item com a pior avaliação foram as sanções (punições pelo descumprimento da lei): alcançou 40% dos pontos possíveis, dos sete temas abordados pelo questionário de análise do RTI Rating - Direito de Acesso, Escopo, Procedimentos de Pedido de Informações, Exceções, Recursos, Sanções e Medidas de Promoção. Por outro lado, o item Direito de Acesso foi o melhor avaliado, tendo alcançado 100% dos pontos possíveis.
 

Dívida líquida do setor público sobe para 35,1% do PIB.


A dívida líquida do setor público chegou a R$ 1,522 trilhão, em agosto deste ano, informou hoje (28) o Banco Central (BC). Esse resultado corresponde a 35,1% de tudo o que o país produz – Produto Interno Bruto (PIB).
 
O total ficou acima da previsão do BC para o mês, que era 34,8% do PIB. Em relação a julho, houve aumento de 0,2 ponto percentual.

Outro indicador divulgado pelo BC é a dívida bruta do Governo Geral (governos federal, estaduais e municipais), muito utilizada para fazer comparações com outros países.

No caso da dívida bruta, em que não são considerados os ativos em moeda estrangeira, mas apenas os passivos, a relação com o PIB é maior: em agosto ficou em 57,5%, um pouco acima da projeção do BC (57,4%). No período, a dívida bruta chegou a R$ 2,491 trilhões. 

Fonte: Agência Brasil – 28/09/2012